SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE ENERGIA NUCLEAR É REMARCADO PARA 12 E 13 DE JULHO

CARLOS EMILIANO ELEUTÉRIOO Seminário Internacional de Energia Nuclear (SIEN), um dos eventos mais esperados no setor, foi remarcado para uma nova data: 12 e 13 de julho. Com a expectativa de reunir os principais executivos e representantes do segmento nuclear, tendo em vista diversos assuntos urgentes para a indústria, como a retomada de Angra 3 e o reator multipropósito brasileiro, a organização do seminário decidiu fazer a alteração para não coincidir com o do XXVIII Congresso Anual LAS / ANS, no México, que também deverá atrair muitos profissionais da área nuclear.

“Como nossa intenção é que os eventos sirvam para complementar os debates e não competir entre si, decidimos alterar a data do SIEN e da 3º EXPONUCLEAR para os dias 12 e 13 de julho, com a visita técnica já agendada na Unidade da INB/Resende, no dia 14 de julho”, afirmou o diretor do evento, Carlos Emiliano (foto), ressaltando que os horários continuam os mesmos, assim como o local; o Centro de Convenções Bolsa do Rio de Janeiro.

Esta será a oitava edição do Seminário Internacional de Energia Nuclear, que vem se consolidando ano a ano no Brasil, como um marco de reunião dos principais líderes e tomadores de decisão da área nuclear, atraindo representantes de governos, presidentes de multinacionais e entidades de classe vinculadas ao segmento.

Neste ano, um dos objetos dos envolvidos no evento é a apresentação de um documento defendendo a criação de uma política de Estado voltada à fonte nuclear. De acordo com Emiliano, esse é um pedido antigo do setor e, por isso, ao final do seminário, a ideia é elaborar uma carta endereçada ao governo, ao legislativo e às comissões de Minas e Energia, defendendo a medida.

Além disso, paralelamente ao SIEN, acontecerá a Exponuclear, uma mostra de tecnologias e soluções para a cadeia. “A ideia é aproveitar esse momento de retomada de Angra 3 e trazer o que existe de tecnologia de geração em reatores no mundo. O Brasil hoje precisa de soluções de construções mais rápidas e de redução de custos”, explicou o diretor do evento.

Outro tema de grande relevância a ser debatido no seminário é o reator multipropósito, que poderia acabar com a necessidade de importação de radioisótopos – usados na medicina nuclear – no País. Apesar de já aprovado em diversas instâncias e com retorno positivo comprovado para o Brasil, orçado em cerca de US$ 500 milhões, o projeto atualmente está paralisado.

“A energia nuclear é fundamental”, afirma o executivo, lembrando das diversas finalidades da fonte nuclear, que tem desmembramentos na medicina, no abastecimento energético e em outros segmentos industriais.

“Temos certeza de que a mudança permitirá a participação ativa de palestrantes e debatedores estratégicos para esta discussão e também das empresas e parceiros que nos apoiam desde a primeira edição, em 2010. Esperamos que a mudança facilite nosso trabalho em busca da qualidade e permita a ampla participação de todo o setor no evento”, afirmou Emiliano.

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