INVESTIMENTO EM ANGRA 3 TRARÁ EFEITO MULTIPLICADOR NO PIB NACIONAL

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br) –

industria-nuclerar_eventoUm estudo apresentado pela Eletronuclear durante um seminário na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) deixa claro que o investimento em Angra 3 não trará apenas benefícios energéticos, mas também econômicos. A cada R$ 1 investido no projeto, será gerado um efeito multiplicador de 2,28 no PIB nacional. Os benefícios atingirão o Rio de Janeiro em cheio também – para cada R$ 1 em valor adicionado diretamente pelo projeto de Angra 3, o PIB do estado recebe um efeito multiplicador de 1,57. A pesquisa foi realizada pela Eletronuclear em parceria com a FGV, uma das mais respeitadas instituições de ensino superior do Brasil.

A apresentação do estudo aconteceu durante um evento na Alerj que reuniu membros do setor nuclear para debater a contribuição deste segmento para a recuperação econômica fluminense. Uma das vozes presentes foi a da Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN). “A conclusão do evento foi que o presidente em exercício da Alerj, deputado André Ceciliano, se prontificou a incentivar o fomento da fonte nuclear no estado do Rio de Janeiro. Ele se comprometeu a capitanear as discussões sobre legislação de apoio e movimentar a bancada de deputados em Brasília, no sentido de viabilizar o setor nuclear“, revelou o presidente da ABDAN, Celso Cunha. Durante o seminário, Ceciliano se mostrou favorável à continuidade das obras, afirmando que a usina é fundamental por conta do seu imenso potencial para o Rio e também para o Brasil.

O presidente da ABDAN acrescentou que os debates do evento giraram em torno de vários assuntos, como a capacitação de mão de obra para atender a indústria nuclear e a necessidade de conclusão de Angra 3, principalmente em face ao investimento que se faz necessário caso não a obra não siga adiante. “Isto é, o país terá de investir R$ 17 bilhões para concluir a usina. Sendo que se não concluir, terá de desembolsar R$ 12 bilhões“, apontou.

Celso Cunha disse que a ABDAN saiu muito animada com as perspectivas de apoio da bancada estadual. Inclusive, um novo encontro na Casa já foi agendado para que o debate sobre a indústria nuclear continue. “Teremos uma agenda, na semana que vem, para discutirmos a cadeia do setor nuclear. O debate será sobre como o estado do Rio de Janeiro pode apoiar a cadeia produtiva da indústria nuclear por meio de incentivos. A Alerj convidou a ABDAN, a Eletronuclear e a Marinha para participar destas discussões“, contou.

O presidente da ABDAN também comentou sobre os novos memorandos de entendimento que serão assinados em breve entre a Eletronuclear e as estrangeiras CNNC e Rosatom. Na próxima sexta (1º), o presidente Michel Temer, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, o chefe da Superintendência Internacional da Eletrobras, Pedro Luiz de Oliveira Jatobá (representando o presidente da companhia, Wilson Ferreira Junior), e o presidente da Eletronuclear, Bruno Campos Barretto, participarão da cerimônia de assinatura do documento na China. “Eu acho que ainda é cedo. É um memorando de intenção entre as partes. Ele sinaliza que ambos os lados estão interessados. Mas tem muito caminho ainda para seguir“, concluiu.

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