NIPLAN QUER MONTAR CANTEIRO DE MÓDULOS PARA FPSOS NA BAHIA

A Niplan Engenharia está com muitos empreendimentos em andamento e atualmente tem seis grandes contratos com a Petrobrás. A nova aposta da companhia é entrar na licitação dos módulos para os oito FPSOs da estatal, que serão feitos em série. Para isso, está esperando as licenças ambientais para começar a construção do seu estaleiro na Bahia, onde pretende montar um canteiro de módulos no futuro. O presidente da Niplan, Paulo Nishimura, conversou com o repórter Daniel Fraiha e contou os planos da empresa.

A Niplan vai concorrer na licitação de módulos para FPSOs da Petrobrás?

Já estamos concorrendo. A princípio vamos avaliar entre os pacotes dois, três, quatro e cinco, para decidir quais serão de nosso interesse.

A Niplan já fabricou módulos para FPSOs?

Especificamente para FPSOs não, mas já fabricamos muitas plantas industriais com estruturas semelhantes, de modo que não será um problema. Esse é o nosso DNA.

Onde serão fabricados os módulos?

No estaleiro que estamos construindo em Aratu, na Bahia. Estimamos que os investimentos para o empreendimento serão de R$ 75 milhões, numa área de 100 mil metros quadrados. Estamos à espera da aprovação das licenças ambientais.

Quando é a previsão das licenças?

Se tudo der certo, teremos a licença prévia e a licença de instalação no início do ano que vem. Estamos trabalhando no projeto atualmente, mas deve chamar Niplan Aratu Offshore, com acessos marítimos pela Baía de Aratu e pela Baía de Todos os Santos. Assinamos no segundo semestre do ano passado e a idéia inicial é fazer ali um canteiro de módulos, além da manutenção de pequenas plataformas e supply boats. Mas existem planos de no futuro, daqui a cinco ou dez anos, passarmos a fazer a integração de FPSOs no estaleiro.

Quanto a área de óleo e gás representa no faturamento da Niplan?

Algo entre 35% e 40%. Nós já temos 21 anos no mercado, desde 1990, e crescemos no mercado privado das grandes multinacionais. Mas entramos no setor de óleo e gás há cerca de 10 anos, com o perfil de técnico reformador. O projeto é manter 60% da nossa carteira no mercado de empresas privadas.

Quais os principais projetos na área?

Hoje temos seis contratos com a Petrobrás. Temos um contrato de R$ 500 milhões para a Estação de Tratamento de Despejos Industriais (ETDI) e a torre de resfriamento da Refinaria Henrique Lage (Revap); outro junto com a Engevix para a construção da Unidade de Reforma Catalítica (URC) na Refinaria de Cubatão (RPBC); O pacote de águas para a Refinaria de Paulínia (Replan); A manutenção da estrutura metálica da Replan; entre outros.

Quais as regiões em que vocês mais atuam no Brasil em óleo e gás?

Mais na região sudeste, principalmente Paraná e São Paulo. Muito ligado às refinarias, mas a maior concentração de negócios está na mineração e siderurgia. Também participamos de concorrências na Refinaria Abreu e Lima e na Petroquímica Suape, mas não tivemos retorno.

O que estão fazendo na área de siderurgia?

Estamos com o projeto da VIII Usina de Pelotização da Vale, que será implantada no complexo de Tubarão, em Vitória (ES). O empreendimento está estimado em R$ 1,5 bilhão, e será um projeto greenfield. Ao lado da usina da Vale, também temos um contrato com a Companhia Siderúrgica Tubarão Arcelor Mittal, em que estamos construindo um alto forno que terá capacidade para 2,5 milhões de toneladas. Ganhamos recentemente com a Samarco também. Vamos fazer o forno, da Outotec, para a IV pelotizadora da mineradora. Temos mais de 5 mil funcionários, e com essas obras teremos muito mais gente trabalhando nos empreendimentos.

Tem tido dificuldade de encontrar mão-de-obra no mercado brasileiro?

Isso está acontecendo com todos. É uma situação geral, mas investimos muito em treinamentos, qualificação de pessoal, porque este é o nosso negócio. Vendemos serviços, gente capacitada, comprometida com a cultura do negócio. Inclusive temos um documento de identidade estratégica que rege o futuro das nossas diretrizes.

O que acham das regras de conteúdo local?

O conteúdo local é fundamental para o crescimento e o desenvolvimento da indústria nacional e das empresas brasileiras. Sei que traz um custo adicional, mas tem que se pensar no médio/longo prazo, em que haverá maior desenvolvimento e mais empregos no país. Além do mais, o mundo todo faz isso.

Quais as expectativas da Niplan para o futuro?

Muito grandes, principalmente em relação à offshore, com o pré-sal, e mesmo em dowstream, com as novas plantas de refino que serão construídas, como as Premium I e II. Será preciso a construção de uma rede de distribuição de gás muito grande no país também. A área de energia vai ter muita demanda. O Brasil é um país que vai crescer muito nos próximos cinco, dez anos. Quem sabe o país não vem a ficar entre os cinco maiores do mundo? Eu acredito muito no Brasil e nos empresários brasileiros.


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7 Respostas para “NIPLAN QUER MONTAR CANTEIRO DE MÓDULOS PARA FPSOS NA BAHIA”

  1. Elenice Martins

    e-mail (eleniceuniaco@bol.com.br)

    Telefone de contato (31) 3801-2907 ou (31) 9988-2463 ou (31) 9696-8830

    Gostaria de marcar uma visita no setor de suprimentos a qual trabalho com fardamentos e temos uma producao de 4.000 pecas por dia e frete cif. A minha empresa se chama (UNIACO IND. E COM. DE CONFECCOES LTDA.

    Fico no aguardo de um retorno.

  2. Sandra Garcia Moreira Responder 12. set, 2012 às 15:57

    Gostaria muito de fazer parte de sua equipe, mas infelizmente não tenho obtido sucesso nos contatos.
    Aguardo a oportunidade de poder fazer parte do crescimento e desenvolvimento da Niplan, contribuindo com conhecimento e experiência adquiridos ao longo de muitos anos de estudos e trabalho na área juridica trabalhista.
    Aguardo um contato.
    Att,
    Sandra G. Moreira

  3. Sandra Garcia Moreira Responder 12. set, 2012 às 15:59

    Prezados,
    Boa tarde!

    Enviei um comentário anteriormente, no entanto o e-mail seguiu com erro de digitação, estou enviando o presente com os dados corretos.

    Att,
    Sandra G. Moreira

  4. Parabéns de verdade, resultados de mentes inteligentes nossa, povo brasileiro, executivos brasileiros, dinheiro brasileiro, ordem e progresso.

  5. Boa tarde,gostaria de saber se a niplan esta pegando uma obra na empresa da vale em brucutu,pois gostaria de participar do quadro de funcionários desta conceituada empresa,sou encarregado de construção civil na área de groutiamento

  6. jose carlos schimi Responder 11. jan, 2014 às 10:45

    ja mandei mais de 500 curriculum pra vcs,ate agora não tive exito,
    pois sou muito serio no que faço.
    ganhei todas classificações na niplan,agora to desempregado.porque não tem uma vaga?
    gostaria de saber,estou na bahia mas sou de minas gerais,ja tentei de tudo pra entrar.
    poderia me enviar a resposta de o porque?
    sou encarregado e supervisor de tubulação,e conhecimento em fabricação de tubulação e suporte.também em montagem em p91,acido liga,teste hidrostatico e montagem.por favor pode me enviar resposta? aguardo.abraço jose

  7. Arlene Regis Gostaria de fazer parte do prosseso seletivo ! So meio oficial e quero ir pra função estou aguardando a resposta!

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